Não caia no golpe da falsa facção
Fique atento: é golpe
Golpistas estão se passando por “facções”, usando perfis falsos e entrando em contato pelo WhatsApp com ameaças. O objetivo é assustar e cobrar dinheiro — uma “taxa de cancelamento”, um “pedágio” ou qualquer valor sob pressão.
Se você recebeu uma mensagem assim depois de falar com alguém sobre um atendimento, respire: na esmagadora maioria dos casos trata-se de um golpe de intimidação. Não há facção por trás. Há um golpista tentando explorar o medo.
Como o golpe acontece?
O roteiro costuma seguir estes passos:
- Contato inesperado: o número chega do nada. Os golpistas obtêm contatos por perfis falsos em outros sites, listas vazadas ou por intermediários que também caíram no golpe.
- Ameaças falsas: alguém se apresenta como “agente” ou membro de uma facção e diz que a pessoa com quem você falou “pertence” ao grupo.
- Extorsão: pedem Pix, transferência ou depósito para “cancelar”, “liberar” ou “evitar consequências”.
- Pressão psicológica: citam nome, cidade, parentes ou outros dados públicos para parecerem convincentes. Informação disponível na internet não prova que alguém está na sua porta.
Tudo é mentira
Não existe facção envolvida nesse esquema. Não existe “taxa oficial” nem risco físico real por trás dessas mensagens. É intimidação à distância: o golpista quer que você pague rápido, sem pensar.
Bloquear e denunciar não “piora” a situação. Pagar, conversar ou mandar comprovante só alimenta o golpe e pode gerar novas cobranças.
O que fazer agora
Três ações simples:
- Não faça nenhum pagamento. Não envie Pix, transferência, cripto nem “adiantamento”. Não compartilhe comprovantes nem dados bancários.
- Ignore e bloqueie imediatamente. Não responda, não negocie e não explique. Bloqueie o número no WhatsApp.
- Denuncie. No WhatsApp: denuncie o contato. Na Vitrine: use a página de contato (/contato) se o episódio estiver ligado a um perfil ou interação na plataforma. Em seguida, registre um boletim de ocorrência online na Polícia Civil do seu estado, quando possível.
Se você anuncia
Anunciantes também podem ser alvos ou intermediários involuntários: golpistas podem usar o seu nome ou número em ameaças a clientes. Se um cliente relatar esse tipo de mensagem, oriente a não pagar, bloquear e denunciar — e avise a plataforma pelo /contato.
Proteja o que publica: revise o que fica público no perfil (WhatsApp, fotos, localização). Quanto menos dado sensível desnecessário, menor a superfície para quem monta ameaças “personalizadas”. Veja também o artigo sobre privacidade ao anunciar na vitrine.
Denuncie com a gente
Se você foi abordado por golpistas depois de interagir com anunciantes na Vitrine Acompanhantes — ou se o seu perfil foi citado nessas ameaças — escreva para a equipe em /contato. Descreva o que aconteceu (sem enviar dados bancários) e, se tiver, capturas de tela do WhatsApp com o número mascarado quando possível.
A plataforma não intermedia o atendimento fora do site e não pede pagamento por “liberação”, “taxa de facção” ou qualquer cobrança semelhante. Qualquer pedido nesse tom é golpe.